Criação de sites em Aveiro: três economias, três sites
Aveiro aparece nos guias como moliceiros, ovos-moles e azulejos. A economia real está noutro lado. Num raio de trinta quilómetros à volta da ria há componentes automóvel em Cacia, pasta de papel, fundição, a Bosch, a porcelana da Vista Alegre em Ílhavo e as ferragens e as duas rodas de Águeda. No meio disso, um campus onde nasceu o SAPO e uma costa que enche entre junho e setembro. Três públicos, três motivos para abrir um site — e quase sempre lhes vendem o mesmo site.
Esta página não é um catálogo de serviços. É o que perguntaríamos ao teu negócio antes de escrever uma linha de código, organizado por tipo de empresa: quem vende para fábricas, quem vive da ria e quem orbita a universidade. Se leres até ao fim e decidires fazer o site sozinho ou com outra pessoa, ficaste a ganhar na mesma. Os valores ficam para o fim desta página, sem rodeios.
Uma nota de honestidade, porque vais encontrar dezenas de agências a dizer que são de Aveiro. A Letremor é uma pessoa, o Jonas, português-canadiano a trabalhar a partir de Toronto. Trabalho feito e verificável são dois sites de fabricantes no Canadá — almwire.ca e rdwire.ca — podes abrir almwire.ca e rdwire.ca e ver o trabalho. Ainda não temos clientes em Portugal, e preferimos dizer-to já do que inventar um portefólio local.
Três economias em trinta quilómetros
Aveiro não é um mercado, são três que quase não se cruzam. Um comprador alemão procura um fornecedor de componentes às nove da manhã. Um casal no Porto decide às onze da noite onde vai almoçar no domingo à beira da ria. Um engenheiro recém-formado no campus de Santiago compara três empregadores. Os três acabam num site, e um site feito para agradar aos três não serve nenhum. Vale a pena olhar para o mapa antes de olhar para o orçamento.
- Aveiro e Cacia: componentes automóvel da Renault, pasta de papel, fundição, e a Bosch, que desenvolve e fabrica em Aveiro bombas de calor, esquentadores e caldeiras.
- Ílhavo: a Vista Alegre a fazer porcelana desde 1824, mais o porto, a pesca e a Costa Nova cheia de gente entre junho e setembro.
- Águeda: a antiga capital da bicicleta e «terra das ferragens», hoje também iluminação. A Abimota, associação das duas rodas, ferragens e mobiliário, tem sede na cidade.
- Ovar: indústria, o centro de I&D da Bosch que serve várias áreas do grupo em todo o mundo, e um Carnaval organizado desde 1952 que ocupa a cidade cerca de um mês.
- Campus de Santiago: Universidade de Aveiro, de 1973, com cerca de 15 mil alunos, a sede do Instituto de Telecomunicações e a sede da Altice Labs. O SAPO nasceu ali em 1995.
Se vendes para fábricas, o site é um catálogo técnico
Do lado industrial, quem te visita não é consumidor. É um comprador ou um engenheiro com uma especificação na mão, a comparar três fornecedores, muitas vezes de fora do país. Não chega ao teu site a escrever «empresa de metalomecânica em Aveiro» — chega a procurar uma referência, uma liga, uma norma, um diâmetro. Se essa informação só existe fechada dentro de um PDF, para efeitos práticos não existe.
É exatamente o género de site que fizemos para a ALM Wire e a RD Wire Products, dois fabricantes de arame em Toronto que vendem a fábricas e distribuidores na América do Norte. Muda o país, a língua e a norma; não muda o problema: catálogo claro, especificações legíveis no telemóvel, pedido de orçamento sem fricção e um site que carrega depressa na rede fraca de um armazém. Se exportas a partir de Águeda ou de Cacia, o teu comprador comporta-se da mesma maneira.
- Inglês escrito de raiz, não traduzido. O comprador alemão ou canadiano fecha a página no primeiro «we are leaders in innovative solutions».
- Especificações em HTML e não só dentro de um PDF: um ficheiro indexa pior do que uma página, não se lê bem no telemóvel e não tem botão de orçamento.
- Uma página por família de produto, com referências, medidas, materiais e tolerâncias pesquisáveis pelo motor de busca interno e pelo Google.
- Certificações visíveis e datadas — ISO, CE, marcação de origem. Um certificado expirado no rodapé custa-te a encomenda antes de haver conversa.
- Formulário de orçamento com os campos que o teu comercial vai perguntar de qualquer maneira: quantidade, material, prazo, desenho em anexo.
- Fotografia real da tua fábrica e do produto. Fotografias de banco de imagens com robôs azuis dizem ao comprador que não tens nada de teu para mostrar.
Se vives da ria, o site é o teu balcão
O turismo da ria tem uma forma muito específica. Há a excursão de um dia vinda do Porto, há o fim de semana, há o verão cheio na Costa Nova, na Barra e na Torreira, e depois há novembro, com a ria vazia e a tua agenda também. Um site pensado só para o pico de agosto fica desligado durante metade do ano, que é precisamente quando mais precisavas dele a trabalhar por ti.
Fora de época, o site deixa de vender dormidas e passa a vender motivos para vir: grupos, jantares de empresa, escapadinhas de inverno e a semana do Carnaval de Ovar, organizado desde 1952, com cerca de um mês de programa e mais de cem mil foliões em 2019. Uma página preparada em dezembro apanha essa procura; a mesma página publicada em fevereiro chega tarde. O calendário da região é previsível — trata-o como parte do plano do site.
- Preço direto visível e melhor do que na plataforma. Se o número for igual nos dois sítios, o hóspede reserva onde já tem o cartão guardado.
- Disponibilidade honesta e atualizada. Um calendário desatualizado gera mais e-mails de «ainda têm vaga?» do que reservas confirmadas.
- Inglês, francês e espanhol escritos por pessoas. Um texto passado à máquina denuncia-se à terceira frase, e nota-se sobretudo em quem paga mais por noite.
- Páginas leves. A decisão é tomada no telemóvel, na rua, com rede fraca — três megabytes de fotografias são uma reserva perdida.
- Respostas às perguntas reais: onde estaciono, o passeio de moliceiro sai com chuva, a que horas fecha a cozinha, aceitam cães.
- Google Business Profile tratado como parte do site: horários certos, fotografias recentes e resposta a todas as avaliações, boas e más.
Perto da universidade, o site é sobretudo recrutamento
Para uma spin-off do campus, um gabinete de engenharia ou uma software house em Aveiro, o site raramente fecha a venda — isso fazem-no as pessoas, numa reunião. Mas o site é lido por três públicos que decidem o teu ano: candidatos, o departamento de compras do cliente e parceiros que te avaliam antes de te convidarem para um consórcio. Escrito como se fosse para vender a consumidores, falha nos três ao mesmo tempo.
- A página de carreiras costuma ser a mais lida e a pior escrita destes sites. Diz a stack, o modelo de trabalho e, se tiveres coragem, o intervalo salarial.
- Casos com nome e números, ou não ponhas casos. «Aumentámos a eficiência do cliente» não convence quem trabalha com dados todos os dias.
- Página institucional legível em inglês, com morada, NIF, certificações e pessoas reais — é o que a compliance do teu cliente vai acabar por pedir.
- Documentação e histórico de versões públicos, se vendes software. É a forma mais barata de provar que o produto existe e que é mantido.
- Velocidade como sinal técnico. Quem percebe do assunto abre o site no telemóvel e tira conclusões sobre a tua equipa nos primeiros dois segundos.
As quatro perguntas que fazemos antes de dar um número
Os valores são fixos e em euros, sem IVA — autoliquidação para empresas, e tratamos do Modelo 21-RFI. O que faz variar o preço não é a beleza do design, é a quantidade de conteúdo estruturado: um catálogo com quarenta famílias de produto em duas línguas dá muito mais trabalho do que um site institucional de seis páginas. Dizemos-te em que plano encaixas antes de haver fatura.
Antes de pôr um número no papel, fazemos quatro perguntas — e podes responder-lhes sozinho, hoje, sem nos contactares: quem é a pessoa que precisa de te encontrar, o que é que ela escreve no Google, o que precisa de ver para te contactar, e o que te acontece se ela não contactar. Em 2025, quase 80% das empresas da União Europeia já tinham site, segundo o Eurostat. Ter um deixou de ser diferença; a diferença é responder mais depressa do que o concorrente do lado.
Uma última coisa prática, e vale para os três casos: antes de assinares com quem quer que seja, reúne o material. Fichas técnicas em ficheiro editável, fotografias da fábrica ou das instalações, a lista de referências que queres mostrar e os textos em português já revistos. Quem chega com isto reduz o preço de qualquer proposta, a nossa incluída, porque a maior fatia do trabalho é organizar informação que já existe. Se quiseres uma segunda opinião antes disso, a auditoria e o mockup grátis em 48 horas estão em /pt/criacao-de-sites.
| Plano | Valor (sem IVA) | Onde costuma encaixar na região de Aveiro |
|---|---|---|
| Launch | 690–950 € | Uma página com serviços, contactos, mapa e Google Business Profile: oficina, clínica, restaurante da ria que só precisa de ser encontrado. 1–2 semanas |
| Growth | 1.500–2.900 € | 5–8 páginas à medida com orçamentos ou marcações online: gabinete de engenharia, alojamento local, PME industrial de gama curta. 2–4 semanas |
| Scale | 3.500–6.500 € | Catálogo por famílias de produto, multi-idioma e integrações com sistemas internos: o exportador de Águeda, de Cacia ou de Ovar |
| Manutenção | 99–179 €/mês | Atualizações, segurança, monitorização e alterações de conteúdo sem abrir projeto novo |
| SEO local | 390–690 €/mês | Google Business Profile, avaliações e pesquisas com localização: «serralharia em Águeda», «alojamento na Costa Nova» |
Sites que podes visitar e testar agora.
Não mostramos conceitos como se fossem clientes. Estes dois fabricantes em Toronto são clientes atuais — os sites estão online e mantemo-los todos os dias.
Perguntas frequentes.
Estão em Toronto. Isso não é um problema para uma empresa de Aveiro?
É a pergunta certa a fazer. Trabalhamos em português europeu, com contrato e faturação em euros, e o fuso até ajuda: enviamos trabalho de noite e tens revisões logo de manhã. Reuniões por videochamada, ficheiros partilhados, tudo escrito. Se precisas de alguém que apareça na tua fábrica com um portátil debaixo do braço, não somos nós. Se precisas de um site bem feito e de respostas rápidas, a distância é irrelevante.
Quanto custa um site para uma empresa industrial da região de Aveiro?
Depende do tamanho do catálogo, não do setor. Um site institucional de cinco a oito páginas com pedido de orçamento e versão em inglês fica no Growth, 1.500–2.900 € sem IVA. Quando há catálogo por famílias de produto, vários idiomas ou ligação a sistemas internos, passa para Scale, 3.500–6.500 €. O Launch, 690–950 €, é uma página só: serve para quem precisa de ser encontrado, não para quem precisa de mostrar gama. Dizemos-te em qual encaixas antes de haver fatura.
Vale a pena ter site próprio se já estou no Booking e no Airbnb?
Vale, e por uma razão aritmética simples: as plataformas cobram comissão sobre cada reserva, e a percentagem exata depende do teu contrato e do nível de visibilidade que contrataste — confirma-a antes de fazer contas. O site não substitui as plataformas. Compete com elas nas reservas repetidas e no hóspede que te descobre lá e depois te procura pelo nome. Cada reserva direta vale mais do que a mesma reserva intermediada.
O site tem mesmo de estar em inglês?
Se exportas, sim — e escrito de raiz, não passado por tradutor automático. A região vive de exportação: componentes automóvel em Cacia, porcelana em Ílhavo, ferragens e duas rodas em Águeda. O comprador estrangeiro lê inglês técnico todos os dias e reconhece tradução automática em três segundos. Se vendes apenas a clientes portugueses, poupa esse dinheiro e investe-o em conteúdo melhor em português, que rende mais.
Fazem SEO local para Aveiro, Ílhavo, Águeda e Ovar?
Fazemos, com uma ressalva honesta. O SEO local funciona bem para pesquisas com intenção de compra e localização, do género «serralharia em Águeda» ou «alojamento na Costa Nova». Não faz milagres com termos genéricos e nacionais. Começa sempre pelo Google Business Profile, que é gratuito e vale mais do que muita gente pensa. O acompanhamento mensal é 390–690 € e só o recomendamos quando já existe um site que aguente o tráfego.
Quanto tempo demora a ficar pronto?
Depende menos de nós e mais de quando nos entregas textos, fotografias e fichas técnicas. Com o material pronto, praticamos 1 a 2 semanas no Launch e 2 a 4 semanas no Growth, que são os prazos publicados na nossa página de preços. O que mais atrasa projetos industriais é a fotografia: imagens de fábrica e de produto feitas a sério mudam o resultado mais do que qualquer detalhe de design. Marca o dia da sessão logo no início.
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